Aprender inglês se tornou uma necessidade, seja para se comunicar com pessoas de outros países ou no mercado de trabalho. Os pais sabem desse “requisito” e se preocupam com o futuro dos filhos. Mas a pergunta sempre existe: qual a melhor idade para que eles ingressem no aprendizado do idioma?

Os benefícios do aprendizado vêm em qualquer idade. Não existe um consenso sobre o momento para aprender inglês, porque sempre é tempo de adquirir conhecimento. Tudo depende de como o aluno se envolve e se dedica das aulas.

Ainda assim, pode-se dizer que as aulas na infância otimizam o aprendizado?

Abordamos essas questões neste post. Confira!

Não existe uma melhor idade para aprender inglês

Ao redor do mundo, há especialistas discutindo a melhor idade para aprender inglês ou outro idioma. Não há um consenso. Enquanto uns acreditam que o início do aprendizado deve ocorrer a partir do momento em que a criança passa a entender o dialeto nativo, outros defendem o ensino mais tarde.

Nossa facilidade de aprendizagem se deve ao lobo temporal e ao lobo frontal. Essas duas partes do cérebro são responsáveis por decodificar e emitir sons, respectivamente. Eles se encontram em formação até os 12 anos. Por isso, muitos acreditam que, até essa idade, a criança está mais propícia a estímulos, que ampliam as conexões neurais e promovem o desenvolvimento de habilidades linguísticas.

Porém, aprender inglês na infância pode facilitar

A comunidade científica acredita que a prática de bilinguismo ou multilinguismo desde a infância estimula o cérebro e o desenvolvimento de habilidades fundamentais à vida adulta. É o caso do controle emocional e da concentração.

Para o Massachusetts Institute of Technology (MIT), a melhor idade para aprender inglês ou outro idioma é por volta dos 10 anos. No entanto, o MIT destaca que a habilidade pode ser mantida até os 18 anos, sendo difícil alcançar proficiência similar ao de um nativo após essa idade. Essa definição foi fruto de uma pesquisa publicada em 2018 na revista Cognition.

O Instituto fez um teste gramatical escrito, em inglês, via Facebook. Foram quase 370 mil participantes de diferentes nacionalidades e idades. Eles tinham que responder se determinadas frases em inglês estavam gramaticalmente corretas.

Há algumas variáveis, como tempo e forma de estudo do inglês, além da idade, sendo a maioria entre 20 e 30 anos. Cerca de 246 mil participantes cresceram em contato somente com inglês, e os demais eram ao menos bilíngues.

A pesquisa revelou que ocorre um declínio nas habilidades de aprendizado aos 18 anos. Cientistas acreditam que, nesta idade, o cérebro fica menos adaptável com a chegada na vida adulta. Não souberam precisar se é uma mudança biológica ou fatores sociais e culturais.

Fato é que a vida adulta afeta o ritmo de aprendizado de qualquer idioma, conforme Josh Tenenbaum, co-autor do estudo. Mesmo assim, os especialistas apontaram que os adultos são capazes de adquirir bons conhecimentos de língua estrangeira, mesmo com as dificuldades. E destacaram que foi avaliado somente o aspecto gramatical da linguagem.

A chave estaria, então, na metodologia utilizada em cada etapa da vida.

Diferentes formas de aprender inglês: há uma metodologia mais adequada para cada idade

Cada pessoa desenvolve capacidades e habilidades de aprendizado distintas em cada fase da vida. Por este momento, para aprender inglês, na infância ou na vida adulta, a peça chave é a personalização. Existe uma metodologia adequada para cada idade.

É ela quem direciona a forma de transmissão de conteúdo para que a criança absorva a língua de forma mais eficiente. Assim, pode expandir suas competências, compreendendo e praticando o conteúdo estudado.

Na infância, a ideia principal é transmitir o conhecimento de forma lúdica. Assim, sua filha pode desenvolver a fluência do idioma de maneira natural e progressiva. O adolescente já é muito ligado às amizades e aos grupos, que podem ser utilizados para potencializar o estudo.

Infância e adolescência

Aprender inglês na infância é respeitar o desenvolvimento da criança. Aquelas mais novinhas ainda estão aprendendo a falar. A partir dos 2 anos, os estímulos de outro idioma podem ser captados facilmente. É exatamente o que explicamos sobre o lobo temporal e frontal: o corpo está mais receptivo a informações e assimila tudo o que acontece com facilidade. Além disso, elas são muito curiosas e querem conhecer o máximo.

O cérebro só estará totalmente formado na adolescência. Neste momento, o indivíduo passa por mudanças hormonais e comportamentais. E por que isso interfere na aprendizagem? Porque outros interesses, como construção de imagem e fortalecimento das amizades, se sobrepõem.

Em contrapartida, os pensamentos lógicos e abstratos já estão consolidados. Isso aumenta a taxa de absorção de conteúdo, mas diminui a de retenção. Em outras palavras, aprende fácil, mas esquece o conteúdo se não reforçar o estudo.

Então, para estimular a prática, a metodologia deve envolver muito expressões, pronúncia e conversação. Afinal, o adolescente está em busca do seu lugar no mundo e se mantém aberto a novas experiências. Filmes, jogos e séries podem ter bom lugar.

Aprender inglês na infância

Adentrando mais na metodologia para aprender inglês na infância, reforçamos a necessidade de introduzir o idioma com naturalidade. As brincadeiras ganham especial valor, porque quem aprende brincando se desenvolve melhor.

O ensino lúdico, inclusive, estimula as diversas formas de inteligência. Mas tenha sempre em mente que seu filho ou filha tem características únicas. Cada personalidade é única. Então, o que serve para ele(a) pode não servir para o amiguinho. Por isso, é importante analisar se ele(a) se interessa mais ou menos por certa atividade.

O incentivo em casa também é importante. Se vocês falam inglês, podem estimular os filhos com expressões e palavras no idioma. Isso é muito positivo também pelo fato de que ela entende o inglês como algo fundamental, já que tem mais pessoas utilizando o idioma.

Por fim, para aprender inglês na infância, é preciso respeitar a idade de cada criança.

Até 3 anos

Aprender inglês até os 3 anos pode ser um desafio. Se a escola não utiliza uma metodologia essencialmente lúdica, os resultados não aparecem. Livros, por exemplo, não são nada eficazes. Afinal, essas crianças ainda estão adquirindo habilidades básicas.

Assim, a melhor saída é ter tarefas divertidas e acessíveis, que estimulam também habilidades motoras. Jogos virtuais podem ser legais nessa fase.

Entre 3 e 6 anos

Nesta etapa, aprender inglês envolve compreender e falar de forma natural e divertida. As atividades devem despertar o interesse do aluno, sem interferir na alfabetização da escola regular. Até os 6 anos, sua filha saberá se apresentar e cumprimentar pessoas. O vocabulário relacionado a números, cores, animais, partes da casa e do corpo já serão assimilados.

A socialização da criança por meio do idioma, em eventos temáticos, pode ser um trunfo. Outros materiais de apoio também são eficazes, como os livros. Nem tanto para dominar leitura e escrita, mas para identificar elementos similares. Servirão, assim para tarefas de associação, pintura e marcação.

A partir dos 7 anos

Entre 7 e 10 anos, já estamos lidando com crianças que sabem estudar, ler e escrever. Aprender inglês nessa fase é ótimo, porque as competências podem ser aprimoradas junto com a aquisição de novas habilidades. Todos os métodos de aprendizagem são úteis.

Durante o aprendizado, a criança poderá aprender a se comunicar socialmente. As atividades dinâmicas e lúdicas têm muita importância ainda. Culinária, jogos, artes, músicas, dramatizações podem motivar o aprendizado.

Assim como na faixa etária anterior, os eventos que promovem a socialização são bastante interessantes. Comemorações, como Páscoa e Dia das Crianças, envolvem toda a família e contribuem socialmente para a criança aprender inglês. Outro exemplo mais contextualizado é, por exemplo, o Halloween.

Com 10 anos, a criança já estará falando sobre amigos e família, dando informações pessoas e descrevendo preferências e habilidades. Nesta idade, já existe inclusive o primeiro momento de teste: o exame de Cambridge – o YLE Starters.

É preciso encontrar uma escola com metodologia adequada

Não é só o ensino bilíngue logo nos primeiros anos de vida que possibilita um entendimento fluente do inglês. Como apontou a pesquisa do MIT mencionada, esse aprendizado pode sim ser conquistado mais tarde.

O que realmente pode fazer a diferença ao aprender inglês é encontrar a metodologia adequada. E isso depende diretamente do método proposto pela escola de idiomas e da estrutura que ela oferece.

Uma estrutura adequada com professores qualificados influencia positivamente na hora de aprender inglês. Esses aspectos interferem diretamente no processo de aprendizagem das crianças. Afinal, a estrutura fornece os meios para melhor absorção de conteúdo, enquanto os professores desenvolvem propõem métodos de aprendizado apropriados ao perfil de cada idade.

E quais são as práticas que estimulam crianças e adolescentes a aprender inglês? Tudo dependerá da idade, claro, sendo necessário adequar o meio à fase da infância ou adolescência. Quanto mais agradável for a forma que eles são expostos ao idioma, maior será o interesse e o gosto pelo aprendizado. Veja algumas opções que podem ser utilizadas:

  • English Club (ponto de encontro para pessoas que querem bater papo em inglês);

  • Livros em inglês, inclusive HQs;

  • Filmes e desenhos animados;

  • Músicas para ouvir e dançar;

  • Jogos físicos e virtuais;

  • Videoconferência;

  • Lousa Interativa;

  • Eventos.

Mitos e verdades sobre aprender inglês na infância

Muitos pais se preocupam com o aprendizado do filho em outra língua. Por vezes, acreditam em algumas mentiras reproduzidos sem qualquer fundamento. Por isso, pontuamos aqui alguns mitos e verdade sobre aprender inglês na infância.

Um dos principais mitos é que aprender inglês cedo interfere no aprendizado da língua materna e na alfabetização. Crianças bem pequeninas, perto dos 2 anos, podem ter aulas sem problemas. Nelas, predominam as atividades lúdicas e recreativas. Por isso, não há cobrança em relação ao aprendizado. A criança apenas se familiariza com fonemas e sons da língua inglesa.

O mesmo ocorre com crianças um pouco maiores. Não há confusão entre idiomas, porque o bilinguismo (e multilinguismo) estimula a atividade cerebral. Acredite: sua criança tem plenas condições de ser simultaneamente alfabetizada em diversas línguas.

Ela também não esquecerá o idioma se continuar em contato com a língua inglesa. Algumas gerações aprenderam outra língua na adolescência e não tiveram mais contato com ela. Isso as fez perder a fluência. Mas, atualmente, estamos em um mundo conectado. As crianças podem acessar produções em língua inglesa na palma da mão.

E quais são as verdades na hora de aprender inglês na infância?

A primeira delas é que o contato precoce com o segundo idioma é melhor para a fluência, porque a criança adquire mais familiaridade. No mesmo sentido, esse contato contribui para aumentar o vocabulário. Aprender mais depende de tempo e experiência, então quanto mais cedo melhor.

Outra verdade para o contexto brasileiro é que aprender inglês cedo garante melhores chances profissionais. Menos de 5% da nossa população tem fluência no idioma e o inglês é requisito básico no mercado de trabalho. Quem começa o aprendizado cedo pode desenvolver esse aspecto muito melhor, além de ter mais possibilidades de se aventurar no exterior quando for a hora.

Por fim, outra verdade apontada por diversos especialistas é que aprender inglês na infância fortalece o cérebro. Quando somos pequenos, nosso sistema nervoso ainda está se desenvolvendo. Temos mais capacidade de aprender novas formas de entender e pensar o que está em nossa volta.

Por isso, aprender outro idioma estimula áreas do córtex que podem potencializar habilidades de interpretação e compreensão do vocabulário. Em outras palavras, o processo de alfabetização da língua materna e da estrangeira se torna mais fácil.

Dessa forma, relacionar em como a metodologia da escola influencia, bem como as experiências que essa escola proporciona (e as que o aluno se envolve, como intercâmbios, consumir conteúdos em outra língua, etc) podem acelerar e tornar esse aprendizado ainda melhor.

Concluindo…

Não existe uma melhor idade para aprender inglês. No entanto, especialistas apontam que as crianças podem adquirir melhor fluência se começam cedo. Afinal, o cérebro ainda está aprimorando habilidades e competências, sendo o momento perfeito para adquirir conhecimento.

Com o tempo, a criança se torna familiarizada com o idioma. E sua preparação para o futuro agradece!

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