Estudar inglês é uma necessidade nos dias atuais. O mercado de trabalho já considera o inglês fluente um requisito, não um diferencial. Jovens que pretendem ter outras experiências na vida acadêmica também dependem de uma boa proficiência. 

Para atender a essas demandas, são necessárias centenas de horas de estudo. Mesmo assim, muitos cursos espalhados pelo Brasil prometem dar ao aluno a tão sonhada fluência em 18 meses ou menor tempo. É possível?

Sem demoras, a resposta à pergunta é não. Não é possível ter fluência em inglês com somente 18 meses, a não ser que o aluno resida em um país de língua inglesa na maior parte do tempo.

Neste post, demonstramos, em números, o resultado da ineficácia desses métodos milagrosos, que é a baixa proficiência em inglês do Brasil. Confira!

A posição do Brasil no Índice de Proficiência em Inglês da EF

O Índice de Proficiência em Inglês da EF é um estudo sobre os níveis de inglês ao redor do mundo. De acordo com a definição do estudo, “as faixas de proficiência do EF EPI facilitam a identificação de países com níveis semelhantes de proficiência e as comparações entre e dentro de regiões”.

De acordo com o índice da EF, a América Latina como um todo melhorou nos últimos anos. Foram 19 países pesquisados entre 2018 e 2019, e 12 deles melhoraram sua proficiência em inglês. Muitos desses países que tiveram melhorias têm uma causa comum, que é o investimento na formação de professores. E o Brasil?

Ao contrário da maior parte, o Brasil caiu 12 posições, o pior resultados do últimos 5 anos. No índice de 2020, passou a ocupar a 53ª posição, um baixo nível de inglês. A pontuação do país é 490, menor do que quase todos os países europeus, alguns latino-americanos e países como República Dominicana (499), de Honduras (498), da Índia (496), e da Armênia (494).

Níveis de proficiência do EF EPI

O EF EPI entrevistou países e territórios em que o inglês não é uma língua nativa. A partir das respostas, classificou os países e territórios em 5 níveis: muito alta, alta, moderada, baixa e muito baixa. Vale destacar que o EF EPI indica o nível da pessoa “média” pesquisada.

Para cada nível, o estudo lista algumas tarefas exemplificativas para demonstrar o que um indivíduo é capaz de realizar. É somente uma referência para compreensão das habilidades. Veja a seguir os 5 níveis, com os países que lideram cada nível, e as tarefas que o indivíduo pode executar: 

Proficiência muito alta (Suécia, Holanda, Singapura):

  • Usar linguagem diferente e apropriada em situações sociais;

  • Negociar um contrato com um indivíduo nativo do inglês;

  • Ler textos complexos com facilidade.

 

Proficiência alta (Hungria, Quênia, Filipinas):

  • Fazer uma apresentação no trabalho;

  • Compreender programas de TV;

  • Ler jornal.

 

Proficiência média (China, Costa Rica e Itália):

  • Escrever e-mails profissionais sobre assuntos conhecidos;

  • Participar de reuniões em uma área especializada;

  • Entender letras de músicas.

 

Proficiência baixa (República Dominicana, Paquistão e Turquia):

  • Viajar para um país de língua inglesa como turista;

  • Ter conversas com colegas;

  • Entender e-mails simples.

 

Proficiência muito baixa (Camboja, Tajiquistão):

  • Apresentar-se com simplicidade (nome, idade, país de origem);

  • Dar instruções básicas para um visitante estrangeiro;

  • Compreender sinais simples.

 

Vale lembrar que o Brasil se encontra no nível baixo. Ao mesmo tempo, possuem milhares de escolas de inglês e cursos intensivos que prometem fluência em pouco tempo. A conta não fecha. Existe oferta, mas não há eficiência. 

Disso, podemos entender que o conceito de fluência utilizado pelos cursinhos de 18 meses de inglês é bem diferente do que é utilizado pelas “autoridades” no assunto. Vamos explicar melhor adiante.

Muitas escolas de inglês e baixo nível de proficiência

Os dados do estudo da EF trazem grande preocupação para o Brasil. Como aprimorar esse ensino? Para pensar em melhorias, é preciso saber porque temos muitas escolas de inglês e um baixo nível de proficiência. Podemos destacar 3 motivos principais: inglês em segundo plano, aprendizado relativo e métodos suspeitos de ensino, e falta de prática.

Quanto ao primeiro ponto, os brasileiros (considerando governo, gestores e sociedade) não dão a devida importância ao idioma. Isso significa colocá-lo em segundo plano, apesar de ser uma competência tão básica quanto português e matemática. Por não priorizar o ensino, as iniciativas que utilizam o idioma também são consideradas secundárias, sendo descontinuadas.

O segundo ponto traz exatamente o questionamento do nosso texto. Apesar do alto número de escolas e cursos, muitas delas utilizam métodos ruins e dizem oferecer um aprendizado que, na verdade, é relativo. Um estudante só consegue ser fluente em inglês com educação qualificada, boa metodologia, e contato constante com a língua por alguns bons anos. 

Aprender inglês não é algo objetivo, pois não há fórmula pronta capaz de garantir a eficiência de um aprendizado. Existem fatores, como envolvimento do aluno e método de ensino, que interferem nisso.

Por fim, se o envolvimento do aluno é fundamental, a prática também. O nível de inglês baixo é também provocado pela falta de prática do idioma. Muitos adultos fizeram um bom curso quando jovens, são inclusive certificados. No entanto, sem o contato constante com o inglês, se sentem inseguros para falar.

As promessas dos cursos rápidos de inglês

Os métodos de escolas e cursos rápidos de inglês é um dos problemas do baixo nível brasileiro no estudo da EF. Aliado aos demais fatores que pontuamos, é o que nos coloca em uma posição complicada em relação ao mundo. Temos muitas escolas e um nível lamentável.

No aspecto que aborda somente escolas e cursos rápidos, o estudo nos joga na cara a ineficiência desses métodos intensivos milagrosos. E por que isso acontece?

A própria EF, anualmente, faz recomendações diversas para governo, empresas, indivíduos e escolas para melhorar o nível de inglês de determinado local. Uma delas é orientar pessoas de países sem domínio do inglês a fugir da falácia do inglês rápido. 

A recomendação para um bom ensino de inglês que fornece fluência (alto nível de proficiência) é de mais de 1000 horas de estudo. 

De acordo com os pesquisadores da EF, “a realidade é que um adulto que não fala inglês precisará de pelo menos 600 horas de ensino de alta qualidade e 600 horas de prática de conversação para dominar bem o idioma em um ambiente profissional médio. Pessoas cuja língua nativa é muito diferente do inglês, que precisam de domínio avançado do idioma ou que não têm experiência com o aprendizado de idiomas estrangeiros precisarão de um pouco mais de tempo”.

Sabe quantas horas um curso intensivo e rápido promete? Perto de 150 horas, no máximo. É muito aquém do recomendado. É 12,5% do tempo recomendado para um nível intermediário.

Se o Brasil tiver a maior parte das escolas e cursos com métodos ruins, que oferecem um baixo número de horas, aí sim a conta fecharia. 

O mito da rapidez e da facilidade

Pessoas que nunca fizeram inglês acreditam que um curso de 24 meses será suficiente para adquirir fluência no idioma. Vemos muitas ofertas, principalmente na internet, de cursos que não levarão as pessoas a atingirem seus objetivos, porque não acessam os níveis necessários para atingir o nível mundial (Quadro Comum Europeu – QCE). 

As escolas do Brasil não conseguem seguir esse nível do QCE e utilizam o termo “fluente” apenas como nomenclatura. Na hora da verdade, que é o aluno realizar um exame internacional para ser reconhecido como fluente, a frustração vem.

Esse é o mito da rapidez e da facilidade citado pelo estudo do EF. Os pesquisadores apontam que as pessoas procuram sempre pelo caminho mais fácil para aprender inglês: dicas incríveis, etapas fáceis, ações eficientes. Se fosse eficaz, já teríamos quase o mundo inteiro falando inglês fluente, certo?

Com os métodos falaciosos, o progresso no idioma não acompanha as expectativas criadas. O preço pode até ser mais baixo, mas basta avaliar os resultados para ver que, na verdade e na maior parte dos casos, foi um desperdício de dinheiro.

O inglês além dos cursinhos de 18 meses

Para combater esse baixo nível de inglês, precisamos de escolas e cursos de inglês que atinjam a recomendação da EF. Atingir mais de 1000 horas de estudo do idioma demandaria alguns anos de dedicação, mas aumentaria o nível de inglês no país. Os estudantes teriam um ensino de qualidade teórico e passariam centenas de horas aprimorando conversação. 

Um aluno que busca a fluência deve, portanto, buscar uma escola com boa gestão do conhecimento. Professores experientes e qualificados, certificação de proficiência e de ensino de inglês, é só o primeiro passo. Uma metodologia personalizada e de comunicação é fundamental, assim como dar oportunidades aos alunos para falar inglês em atividades fora das salas de aula.

Além disso, claro, deve adotar boas práticas para otimizar seu aprendizado. O estudo da EF faz algumas recomendações ao aluno, como:

  • Memorizar vocabulário relevante para trabalho ou área de estudo para utilizá-lo imediatamente;

  • Planejar centenas de horas para passar de um nível de proficiência para o seguinte;

  • Praticar a conversação, mesmo que seja ler um livro em voz alta;

  • Estudar inglês diariamente, em sessões de 20 a 30 minutos;

  • Estar ciente da crescente competência em diferentes níveis;

  • Definir metas específicas e alcançáveis;

  • Assistir TV, ler ou ouvir rádio em inglês;

  • Celebrar seus sucessos.

Vale destacar que se você já passou por um aprendizado longo e eficaz, mas perdeu um pouco o contato com o idioma, há também boas saídas. As escolas qualificadas com boa metodologia e professores costumam oferecer cursos específicos para essa situação ou para casos individualizados, voltados ao mercado de trabalho.

Assim trabalha o Centro Britânico.

Método de ensino do Centro Britânico

O Centro Britânico possui professores com um nível muito alto de proficiência. Isso significa lidar com profissionais que ocupam o topo de seu mercado de trabalho. Nossos professores compartilham as melhores práticas e obtêm aconselhamento sobre o ensino do inglês fluente e eficaz.

Mas isso não é suficiente. Por isso, trabalhamos com um método de ensino focado em personalização, voltado para a fluência conforme o perfil e a motivação de cada aluno. 

Nossa metodologia se baseia em comunicação, dando oportunidade ao aluno de frequentar outras atividades que utilizam inglês fora de aula. 

O aprendizado individualizado garante a eficiência do método, que também é suportado por 4 pilares: áreas de interesse do aluno, objetivo do aluno, forma que o aluno gosta de aprender, e nível linguístico.

 

A promessa de alguns cursinhos de 18 meses para ter inglês fluente é muito perigosa. Alunos entram em cursos com alta expectativa de resolver essa questão com vários objetivos de vida. Mas infelizmente muitas escolas e cursinhos não possuem professores qualificados, metodologias eficientes e carga horária recomendada para fazer a diferença na vida de seus alunos.

Por isso, se você não deseja entrar na estatística de baixo nível de proficiência do Brasil, fique atento às propostas. Veja o que analisar na hora de escolher uma escola de inglês para seu filho!

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