Um futuro de sucesso depende de inteligência emocional, protagonismo, inglês fluente e muitas outras habilidades. O mercado de trabalho se modificou nos últimos anos com a transformação digital. Ao lado do conhecimento técnico, são exigidas competências que, inclusive, devem constar no currículo.

Os pais estão se ligando nisso e pensando como podem contribuir para a formação pessoal e profissional de seu filho. E, certamente, isso fará toda a diferença no futuro — e no currículo. Por isso, fizemos um breve recorte do mercado de trabalho nos próximos anos, pontuando o papel dos pais nesse processo.

Por fim, listamos algumas coisas imprescindíveis para ele ter no currículo. Confira!

Como será o mercado de trabalho futuro?

O mercado de trabalho futuro terá algumas tecnologias consolidadas. Os computadores, cuja evolução acompanhamos nos últimos anos, farão muito mais do que se imagina. A inteligência artificial não para de evoluir, e a ideia é que eles substituam algumas tarefas humanas. Em outras palavras, a tecnologia se aproxima ao cérebro humano.

Isso provocará a extinção de algumas ocupações, sem dúvidas. Mas muitas outras surgirão para atender à essa nova demanda. Pensar no currículo do seu filho é, assim, olhar para frente, não para o momento atual.

Com a tecnologia ocupando papéis repetitivos, resta às pessoas investir naquilo que jamais será substituído: relações humanas. Disso, decorrem algumas competências profissionais que serão muito requisitadas no mercado de trabalho do futuro.

Além de competências técnicas, como inglês fluente, conhecimento no campo de atuação, entram em cena as habilidades comportamentais. Ser multitasking, ter destreza digital, saber se comunicar e colaborar, adotar a multidisciplinaridade, ter inteligência emocional e capacidade de adaptação será fundamental.

Perceba que muitas dessas habilidades já são valorizadas atualmente, e serão ainda mais no futuro. E elas podem ser desenvolvidas nas crianças de hoje com a ajuda dos pais. 

Papel dos pais no sucesso dos filhos

Uma pesquisa realizada pelo LinkedIn em parceria com a Censuswide entrevistou cerca de 2.000 trabalhadores brasileiros entre 16 e 55 anos. A ideia era encontrar qual a maior influência na vida de uma pessoa na hora de escolher uma profissão. 

Os pais estão no topo da lista das referências que mais impactaram a escolha da carreira, com 26%. Em seguida, o gerente ou supervisor de uma experiência profissional anterior atingiu 11,6%. Em terceiro lugar, com 11,4%, o professor universitário. Outras referências citadas foram professor escolar (10%), amigos (9%), cônjuge (8%), figura pública (3,8%), mentor (3,5%), primeiro entrevistador (2%) e personagem de filme ou TV (1%).

A pesquisa prova que os pais possuem um grande peso na decisão de futuro. Mas especialistas do ramo, como psicólogos e analistas comportamentais, são taxativos quanto à interferência: a escolha é dos filhos, e os pais devem compreender e apoiar a decisão. Esse é o papel primordial dos pais no futuro de seus filhos.

Em muitas ocasiões, vemos pai ou mãe projetando profissões para eles e recomendando determinada área. Existe um receio, e isso é bastante natural, sobre escolhas por setores nada tradicionais ou instáveis. Afinal, os pais querem o melhor para seus filhos e não desejam que eles corram riscos na profissão. 

Ao mesmo tempo, os filhos olham para os pais como inspiração e referência mais próxima. As histórias e características dos genitores influenciam (ainda que inconscientemente) no conceito que eles têm sobre si. Mas é muito importante que, desde cedo, os pais promovam a autonomia e o protagonismo para que eles consigam delimitar os próprios desejos. A orientação é muito bem-vinda, mas sem tirar o poder de decisão do filho.

E como isso pode ser feito? Quando chegar o momento, esse assunto será constante em casa. Sempre que houver abertura, é possível conversar e entender o que ele está pensando para seu futuro. Não há problemas caso os pais queiram pontuar seus receios. Basta ter cuidado com a abordagem. Ao invés de falar que “isso não é bom”, é melhor perguntar como ele chegou àquela conclusão e se propor ajudar na pesquisa.

Mais do que escolher uma profissão sólida e tradicional, seu filho precisa escolher algo com o que se identifique. Lembre que ele passará anos imerso no universo científico que escolher. Os resultados positivos virão do envolvimento dele com esse universo. E para isso, é preciso gostar bastante do que faz. Assim, seu filho poderá ser protagonista da sua história (e ter um currículo invejável).

O que seu filho deve ter no currículo?

Quando pensamos em construir um currículo, tomamos como base aquilo que aprendemos quando ingressamos no mercado de trabalho. Alguns pontos são válidos até hoje, claro. Por isso, separamos algumas dicas rápidas para você não se esquecer de como é um bom currículo:

  • Ser econômico na quantidade de dados pessoais: nome completo, e-mail, telefone de contato, endereço no LinkedIn, cidade onde mora, idade ou data de nascimento.

  • Especificar uma área de atuação bem definida e destacada, que mostra com o que se trabalha.

  • Descrever a formação de forma sucinta, com cursos de graduação e pós-graduação;

  • Fazer um resumo das qualificações, descrevendo as áreas de atuação e o papel em cada uma delas.

  • Colocar as experiências profissionais mais atuais e relevantes, incluindo nome da empresa, período do trabalho, último cargo ocupado e descrição das atividades na empresa.

  • Incluir cursos e outras atividades, como experiências internacionais, cursos técnicos, participação em eventos pertinentes;

  • Utilizar poucos recursos gráficos, preferindo os mais sóbrios, e colocar foto só se for exigido;

  • Adotar uma linguagem culta, sem erros gramaticais.

No entanto, atualmente, vemos um novo “campo” que vem sendo incluído no currículo. O campo de competências e habilidades. Isso inclui o comportamento que uma pessoa adota no ambiente de trabalho. E isso é desenvolvido desde muito cedo.

Adaptabilidade, gerenciamento de tempo, autoconfiança, capacidade analítica, liderança, criatividade e inovação, mediação e resolução de problemas e, espírito de equipe são apenas alguns exemplos.

Por isso, considerando o mercado de trabalho futuro, os pais têm grande papel no futuro de seus filhos. Apoio e compreensão na escolha da profissão é essencial, mas o auxílio vem desde a infância. As habilidades técnicas, próprias de cada campo de estudo, serão necessárias, sim, mas as competências gerais, emocionais e comportamentais, independem da faculdade que ele fará.

Por isso, um bom currículo começa a ser construído com seu filho ainda pequeno. Os pais podem potencializar algumas habilidades que identificam no filho, ao mesmo tempo em que podem ajudá-lo a desenvolver outras não tão fortes ou inexistentes. 

Uma delas é certa: inglês fluente.

Com o mundo totalmente conectado e com as tendências tecnológicas, o inglês será base de muitas outras competências. Falaremos melhor sobre o inglês fluente adiante, mas conheça as demais habilidades que devem ser desenvolvidas para constar no currículo.

Inteligência emocional

Trabalhar a conversa e a escuta. Considerar o sentimento alheio relevante. Pensar na origem dos sentimentos e nas situações que os desencadeiam; A inteligência emocional envolve essa série de práticas — sim, práticas — que promovem o autoconhecimento. Como consequência, contribuem para o desenvolvimento pessoal e profissional. 

Por isso, desde cedo, os pais devem incentivar seu filho a falar sobre seus sentimentos. Quando ele possui a capacidade de entender o que sente, consegue se colocar e entender a realidade do outro. 

A inteligência emocional está ligada diretamente ao sucesso profissional. Grandes líderes possuem as competências comportamentais que levam a essa inteligência: autocontrole, autoconhecimento, automotivação, habilidades sociais, empatia e adaptabilidade.

Se, no futuro, seu filho conhecer e controlar suas próprias emoções, ele já terá dado muitos passos à frente para ser um grande líder no ambiente de trabalho. E, sem dúvidas, é uma competência importantíssima para constar no currículo.

Desenvolvimento cognitivo e raciocínio lógico

Se estamos em um mundo tecnológico, que se aprofundará ainda mais na tecnologia, a matemática estará cada vez mais presente. Ela já está em nosso dia a dia em diversas situações, mas nem sempre é abordada como deveria.

Por isso, uma forma de preparar seu filho para o futuro e turbinar o currículo é incentivar o desenvolvimento de raciocínio lógico e cognitivo, diretamente ligado ao ensino da matemática. 

Bebês a partir dos 6 meses conseguem diferenciar conjuntos de elementos com quantidades diferentes. Aos 3 anos, compreendem operações básicas de adição e subtração. Introduzir os conceitos matemáticos é algo natural, e isso favorece bastante o desenvolvimento intelectual, social e emocional, além de ampliar a capacidade de resolução de problemas, argumentação lógica, questionamentos e críticas.

Pode parecer que não, mas a matemática contribui para desenvolvimento de autonomia, criatividade, confiança e segurança. E, como dissemos anteriormente, são competências fundamentais para o ambiente de trabalho e para o currículo. 

Cultura Maker

Você já ouviu a expressão “Do It Yourself” (DIY) ou “Faça você mesmo”, certo? O movimento da Cultura Maker é uma espécie de extensão dessa premissa. Ela parte da ideia de que qualquer pessoa pode construir, consertar e criar seus próprios objetos.

A revolução digital e o fácil acesso à tecnologia deixou o movimento ainda mais evidente, inclusive na educação infantil. A cultura maker ajuda a fazer com que as pessoas consigam colocar as suas ideias em prática. É colocar a mão na massa de fato em um ambiente colaborativo e com transmissão de informações entre as pessoas.

É um movimento interessante para o desenvolvimento do seu filho, pois promove aprendizagem de raciocínio lógico, resolução de problemas, trabalho em equipe, visão macro, estruturação e gerenciamento de projeto.

Programação (Dev)

Um dos pontos do mercado de trabalho do futuro que são muito valorizados é a chamada destreza digital.

Esse profissional é uma espécie de multiprocessador, capaz de ler e processar coisas simultaneamente. A partir da organização da informação, cria um modelo na mente, olha “fora da caixa” para ângulos normalmente atípicos. Por isso, lida com mais facilidade com adversidades e complexidades.

Essa destreza digital também envolve competências que já citamos, como gosto pelo trabalho colaborativo e adaptabilidade. E um profissional que desenvolve bastante estas habilidades é aquele que sabe desenvolver softwares. Chamado de Dev ou programador, coder, engenheiro de software, e outras denominações, cuja destreza não se limita a um curso superior definido.

Um software, na abordagem mais simples, é como uma receita de bolo, uma série de instruções que alguém escreve. Para desenvolvê-lo, algumas pessoas recorrem a cursos superiores na área de tecnologia, mas esse aprendizado pode ser inclusive autônomo e gratuito. É o que aponta a pesquisa Developer Survey de 2017: quase 60% dos DEVs acham que o ensino superior não é vital para conseguir um trabalho na área.

Mas por qual motivo seria importante seu filho ter essa competência, ainda que de forma rasa, no currículo? Em primeiro lugar, caímos no mesmo ponto da cultura maker, que promove o desenvolvimento cognitivo. No entanto, considerando que o futuro nos reserva ainda mais tecnologia, saber sobre programação será um enorme diferencial para conseguir boas vagas.

Pense em um líder se comunicando com um dos principais setores de uma empresa (a TI). Com conhecimento em programação, ele consegue trazer demandas com muito mais assertividade. Pensar em inovações será quase um pressuposto, e ele conseguirá fazer isso com muito mais facilidade. E aqui já pegamos um ganho importante: será preciso ter inglês fluente, porque quase tudo de tecnologia está neste idioma.

Inglês com ensino qualificado de uma instituição confiável

Por fim, mas não menos importante, o inglês fluente permeia inúmeras habilidades necessárias para constar no currículo. O universo tecnológico utiliza o inglês em tudo, desde estratégias de marketing digital até programação. Portanto, o quanto antes seu filho tiver contato com o idioma melhor.

Compreender uma língua diferente da nativa é fundamental para a vida profissional e pessoal. Não só para aumentar as chances de aprendizado e de acesso a outras culturas, mas para desenvolver também as habilidades comportamentais importantes para o currículo.

Isso, claro, se ele estiver inserido em uma instituição confiável, com princípios pedagógicos mais atuais para as turmas em grupo. O contato com outros colegas aprimora as competências comportamentais, como colaboração, comunicação, inteligência emocional e muitas outras. Ao mesmo tempo, as técnicas utilizadas no aprendizado podem torná-lo muito mais interessante. 

O ponto de destaque aqui é pensar no futuro. Escolher uma escola de idiomas que terá uma certificação reconhecida internacionalmente facilita tudo. Na hora do intercâmbio estudantil ou profissional, isso é muito bem avaliado. É, inclusive, a certeza de que seu filho tem o inglês fluente.

Inteligência emocional, raciocínio lógico e cognitivo, programação e cultura maker, inglês fluente. Tudo isso deve estar no currículo de seu filho, e vocês têm um importante papel no desenvolvimento destas habilidades.

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