Você sabia que somente 4% das pessoas sabem inglês no Brasil, e somente 1% delas é fluente? Esse seleto grupo desfruta de algumas vantagens quanto às melhores oportunidades no mercado de trabalho. Além disso, conseguem viajar para qualquer lugar do mundo e se comunicar bem.

No entanto, para chegar neste nível, a caminhada é longa. Receitas rápidas e milagrosas não existem quando o assunto é ter fluência em inglês. O Índice de Proficiência em Inglês da EF aponta que são necessárias, pelo menos, 600 horas de ensino de alta qualidade e 600 horas de prática de conversação para dominar bem o idioma. O domínio avançado, porém, precisa de ainda mais tempo.

E como entrar no seleto grupo dos 4% das pessoas que falam inglês no Brasil? Inicialmente, é preciso entender como se classifica o nível do idioma e onde nosso país se encontra. Confira!

Como é classificado o nível de inglês e onde o Brasil se encontra?

O grupo de 4% da população brasileira é composto por pessoas classificadas como pós-intermediários e por fluentes em inglês. 

Conforme o estudo da EF, as faixas de proficiência facilitam a identificação de países com níveis semelhantes de proficiência. A América Latina, por exemplo, vem apresentando melhoras nos últimos anos, com 12 dos 19 países pesquisados em crescimento no assunto proficiência. 

O Brasil, porém, caiu 12 posições, ocupando um lugar pior do que Honduras, República Dominicana, Índia e Armênia. Nosso nível de proficiência é considerado baixo. 

Isso significa que um brasileiro médio consegue viajar para um país de língua inglesa como turista, entender e-mails simples e ter conversas com colegas. E só. É o usuário básico (A1 e A2), como veremos a seguir. A grande maioria das escolas de inglês do Brasil levam o aluno até o A2, o que ajuda a justificar o fato de estarmos em uma posição tão ruim no índice da EF.

Usuário básico

O usuário básico do inglês é classificado em dois níveis: A1 e A2.

No nível A1, ele é capaz de entender e utilizar expressões familiares de rotina e frases muito básicas que servem para satisfazer necessidades concretas. Ele consegue se apresentar a terceiros e fazer perguntas simples, sobre local de moradia, pessoas conhecidas e coisas. Mas a interação é sempre básica e depende de a outra pessoa falar devagar, de forma clara e paciente.

No nível A2, ele já consegue entender frases e expressões de áreas mais relevantes, como informações de emprego, compras, família, locais. Por isso, consegue se comunicar em tarefas rotineiras que demandam troca de informações simples e direto sobre assuntos familiares. Em termos simples, consegue descrever aspectos do seu passado e falar de assuntos em áreas de necessidade imediata.

Estes são os níveis mais comuns no Brasil.

Usuário independente

O usuário independente já consegue ir um pouco além no uso do inglês. Além das atividades básicas que mencionamos, já é capaz de ler e escrever. 

Veja a seguir as capacidades do usuário do nível B1:

  • Descrever eventos, experiências, ambições, sonhos, esperanças, e oferecer explicações breves e motivos de opiniões e planos;

  • Entender ideias principais de conversas comuns e claras sobre assuntos de trabalho, escola e diversão;

  • Lidar com boa parte das situações em uma viagem a um país onde o idioma é falado;

  • Produzir textos simples sobre assuntos de interesse pessoal ou familiares.

No nível B2, o usuário vai um pouco além. Veja;

  • Produzir textos detalhados e claros sobre vários assuntos, explicando um ponto de vista sobre um ponto e demonstrando vantagens e desvantagens de diferentes opções;

  • Entender ideias principais de textos complexos sobre assuntos concretos e abstratos, o que inclui discussões técnicas de seu campo de especialização;

  • Interagir com um grau suficiente de fluência e espontaneidade, possibilitando interação com falantes nativos sem muito esforço entre as partes.

Os dois níveis dos usuários independentes são aqueles que integram o seleto grupo de pessoas com conhecimento em inglês no país, especialmente o B2. Mas o 1% fluente pertence à classificação de usuário proficiente.

Usuário proficiente

O usuário classificado como C1 é capaz de entender vários textos longos e difíceis, e significados implícitos. Ao mesmo tempo, consegue produzir um texto claro, detalhado e bem estruturado (padrões organizacionais, instrumentos de coesão e conectores) sobre assuntos complexos. Ele se expressa de forma fluente e espontânea, sem procurar por expressões, usa o idioma de forma flexível e efetiva para fins sociais, profissionais e acadêmicos.

Já o usuário C2 é o mais fluente em inglês. Ele entende qualquer coisa lida ou escutada com facilidade, é capaz de sintetizar informações de diferentes fontes, reconstruir argumentos e depoimentos em uma apresentação coerente. O usuário também se expressa de forma espontânea, fluida, fluente e precisa, diferenciando graus sutis de significado, mesmo em situações mais complexas.

É, assim, o nível sonhado por qualquer estudante de inglês, mas pouco conquistado no Brasil.

Quais as vantagens para quem entra no grupo dos 4% que falam inglês no Brasil?

Falar inglês no Brasil abre uma série de oportunidades, especialmente na vida profissional e acadêmica.

Aproveitar um intercâmbio ou uma bolsa de estudos em países de língua inglesa

Muitos pais buscam formas de ajudar seus filhos a desenvolverem os lados pessoal e profissional. Os programas de intercâmbio aparecem como ótimas alternativas para adolescentes, inclusive. De acordo com a personalidade e o perfil de cada estudante, é possível encontrar agências que oferecem a experiência mais adequada.

Para este público, existe o intercâmbio para estudar o ensino médio em outros países ou aquele mais simples, para estudar inglês de forma imersiva durante 1 mês.

Mas você sabia que existem muitos tipos de intercâmbio voltados para maiores de idade? O intercâmbio com trabalho voluntário, por exemplo, é excelente para quem gosta de realizar ações sociais com baixo custo. Já o au pair é um intercâmbio de trabalho e estudo que envolve o cuidado de crianças e a organização da casa da família que recebe o jovem.

Para universitários, existem intercâmbios na graduação, em que o estudante fica entre 6 meses e 1 ano em outro país realizando matérias relacionadas ao seu curso em uma universidade estrangeira. Realizar uma pós, como MBA, residência médica ou em saúde, fellowship, mestrado, doutorado ou PhD também é uma possibilidade para quem fala inglês. 

Esses intercâmbios são muito valiosos para o mercado de trabalho e para quem busca uma nova colocação.

É no contexto acadêmico que também surge a possibilidade de conseguir bolsas de estudos em países de língua inglesa. Seja para cursos de extensão, ligados a universidades, ou para cursos de iniciativas privadas, o nível de proficiência exigido é alto. Ou seja, só poderá aproveitar tais oportunidades quem fala inglês de forma fluente.

Melhorar seu posicionamento profissional

A possibilidade de fazer um intercâmbio ou aproveitar uma bolsa de estudos em países de língua inglesa é real para pessoas com inglês fluente. Mas essa condição também contribui para melhorar o posicionamento profissional no mercado de trabalho interno e nos atuais cargos.

O estudo da EF aponta que a disparidade de níveis de inglês dentro de uma mesma empresa pode atrapalhar bastante o desempenho. Isso porque muitas organizações já operam com estruturas mais horizontais, não hierárquicas, com ferramentas de integração e parcerias internas. 

No entanto, apesar de essas inovações contribuírem para tornar a organização mais ágil, muitas não cumprem tal objetivo, pois pessoas de cargos administrativos, distribuição, atendimento ao cliente e contabilidade possuem níveis muito mais baixos de proficiência em inglês quando comparados a outros cargos gerenciais. 

Isso atrapalha diretamente a produtividade das equipes e limita as perspectivas de carreira. A recolocação em um cargo melhor depende diretamente das habilidades em inglês.

Por isso, se você deseja receber uma promoção ou buscar um cargo mais atraente e relevante para sua carreira, a fluência em inglês é um passo importante. Muitas empresas, inclusive, atrelam uma promoção a um cargo mais alto à proficiência em inglês. Afinal, lidar com parceiros, fornecedores e clientes de outros países é uma ambição comum. Certamente, ela virá acompanhada de outras habilidades comportamentais. Mas você sabia que o inglês contribui para o desenvolvimento de habilidades diversas, como autonomia? 

Fazer carreira internacional

Uma pessoa fluente em inglês pode aproveitar intercâmbios e bolsas de estudo no exterior, e melhorar seu posicionamento profissional no mercado de trabalho. Em muitos casos, a união desses fatores abre muitas portas para fazer uma carreira internacional.

Os estudantes que se aventuram fora do país costumam firmar boas relações com professores, colegas e outras pessoas do mundo acadêmico. São essas pessoas que podem ajudá-los a conseguir novas oportunidades fora do Brasil. E, para isso, claro, é preciso ter inglês fluente.

Como entrar no grupo dos 4% que falam inglês no Brasil?

Para fazer parte do seleto grupo que fala inglês no Brasil, os interessados devem se atentar a três fatores fundamentais: professores qualificados, escolas comprometidas com o ensino e estudo contínuo.

Tenha professores qualificados

A maior parte das escolas de inglês do Brasil levam o aluno até o nível A2, correspondendo a um usuário básico. Muitos professores também apresentam um nível baixo ou intermediário, o que justificaria o fato de que temos milhares de escolas de inglês, mas poucas pessoas fluentes.

Conforme aponta o estudo da EF, a maioria dos países não possuem professores de inglês suficientemente qualificados. Mas eles existem. No Centro Britânico, por exemplo, temos uma política forte de contratação de profissionais extremamente qualificados. Todos os nossos professores possuem, no mínimo, o nível C1, relativo ao usuário proficiente. É isso que nos dá destaque perante a concorrência quando a ideia é formar alunos para o seleto grupo de 4%. 

Por isso, se esse é o seu interesse, procure saber se a escola de inglês pesquisada preza pela qualificação dos professores. Se você quer ser fluente em inglês e atingir o nível C1 ou C2, precisa se preparar com alguém do mesmo nível.

Opte por uma escola comprometida com o ensino

Em 51 anos de história, o Centro Britânico formou mais de 40 mil pessoas nos níveis C1 e C2. Isso significa que quase 0,2% dos brasileiros que fazem parte do seleto grupo de pessoas que falam inglês foram formados em nossa escola. 

Pode parecer pouco se olharmos para a porcentagem de forma fria, mas considerando as milhares de escolas espalhadas no país, temos uma enorme participação neste grupo. E isso ocorre porque somos uma escola de idiomas comprometida com o ensino e com o sucesso de nossos alunos.

O ensino qualificado depende de diversos fatores. Para nós, professores experientes e qualificados devem se unir com um método de ensino inovador, capaz de preparar nossos alunos para os exames de proficiência mais exigentes do mundo: certificação da Universidade de Cambridge por meio dos exames do Cambridge Assessment English (CAE), que são oferecidos em 130 países. Dessa forma, eles podem obter as certificações desejadas para atender aos seus anseios profissionais e pessoais. 

No Centro Britânico, também adequamos o ensino a partir da compreensão das diferenças de aprendizado para cada faixa etária. Por isso, temos cursos voltados para crianças, adolescentes, jovens e adultos, inclusive para temas profissionais específicos.

Por fim, o último ponto que deve ser analisado na hora de optar por uma escola de inglês é o método de ensino. Eles são diversos e podem servir de maneira diferente para cada aluno. 

Em nossa escola, separamos as turmas por idade ou nível de proficiência, temos professores com abordagem construtivista, motivamos os alunos a adotarem papel ativo nas aulas, trabalhamos o conjunto de habilidades comunicativas (leitura, escrita, compreensão oral e fala) e personalizamos o curso.

Nós consideramos que cada aluno possui um motivo e uma meta ao aprender inglês. Por isso, a gestão do conhecimento deve ser feita de forma individualizada. Nosso método de ensino é, assim, inovador e personalizado, baseado em 4 pilares: 

  1. Montar algo único que considera as preferências de aprendizado do aluno;

  2. Separar os alunos conforme o nível linguístico;

  3. Focar o ensino conforme o objetivo do aluno;

  4. Considerar as áreas de interesse do aluno.

Esteja sempre estudando

Ser uma pessoa com inglês fluente não depende somente de fatores externos, como escola com método de ensino eficiente e professores qualificados. O estudante também possui uma enorme parcela de responsabilidade em seu próprio sucesso.

Por isso, a dica mais valiosa que podemos dar é estar sempre estudando. Preferir o caminho mais longo, com milhares de horas de estudo, garante que você passe por todos os níveis de proficiência com eficácia. Métodos rápidos, de 18 meses, não são nada eficazes para garantir fluência. Afinal, sua competência crescerá aos poucos.

Para se manter sempre em contato com a língua, acelerando o aprendizado e firmando o conhecimento, tente estudar pequenas sessões diariamente. Bastam alguns minutos treinando inglês em casa, com livros, filmes, noticiários e música.

E se precisar de motivação para estudar inglês, lembre-se dos seus objetivos: intercâmbio, bolsa de estudos, promoção no trabalho, carreira internacional. 

Ter inglês fluente é uma forma de conquistar sonhos no âmbito pessoal e profissional. Um segundo idioma no currículo abre muitas portas dentro e fora do país. Para conquistar a fluência, porém, é preciso estudar sempre, com auxílio de professores qualificados e uma escola de inglês comprometida com seu sucesso.

Quer ter um inglês fluente garantido? Veja o método de ensino do Centro Britânico!

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